No dia anterior, o dólar encerrou negociado a R$ 4,0875 – queda de 1,13%. Foi o menor valor de fechamento desde o dia 17 de setembro.

O dólar opera em queda nesta sexta-feira (4), em meio a mais um dia de fraqueza da moeda norte-americana contra divisas de risco, tendo de pano de fundo dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos que reforçaram apostas de mais corte de juros pelo Federal Reserve (BC dos EUA) este ano.

Às 15h21, a moeda norte-americana caía 0,54%, vendida a R$ 4,0653. Veja mais cotações. Na mínima, a divisa chegou a R$ 4,0529.

No dia anterior, o dólar encerrou negociado a R$ 4,0875 – queda de 1,13%. Foi o menor valor de fechamento desde o dia 17 de setembro e a maior queda diária desde o dia 4 de setembro, quando uma combinação de eventos no exterior levou a um recuo de 1,78% da moeda americana no Brasil, segundo o ValorOnline.

Juros nos EUA

A criação de vagas nos Estados Unidos aumentou moderadamente em setembro, com a taxa de desemprego caindo para perto da mínima de 50 anos de 3,5%. Analistas esperavam mais abertura de postos de trabalho e uma taxa de desemprego levemente maior, segundo a Reuters.

“Em um primeiro momento, a leitura é baixista para o dólar. Há a continuidade de apostas em novos cortes de juros do Fed, que melhora a relação risco/retorno para se investir em mercados emergentes”, afirmou à Reuters Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora.

Os investidores também repercutem a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Nesta sexta-feira, ele deu poucos indícios sobre o futuro da política monetária dos EUA e disse que a economia norte-americana está andando apesar dos obstáculos que enfrenta.

Leilões de petróleo

Segundo operadores, expectativas de volta do fluxo de recursos ao país, decorrentes dos leilões de petróleo e de operações de empresas, também têm ajudado a pressionar o dólar contra o real.

Entre outubro e o início de novembro, o Brasil realizará três leilões de áreas de petróleo e gás, sendo dois no pré-sal, com expectativa de arrecadação superior a R$ 110 bilhões, caso todas as áreas sejam arrematadas.

“O mercado mensura que vai entrar bastante dólar no país, e isso reduz a necessidade de comprar do BC a preços mais pressionados”, acrescentou Silva.

Banco Central

Nesta sessão, o Banco Central não vendeu nenhum contrato de swap reverso de oferta de até 10.500 contratos, assim como não vendeu dólares em leilão à vista, de oferta de até US$ 525 milhões, segundo a Reuters. Por outro lado, a autoridade monetária colocou todos os 10.500 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem do vencimento em dezembro de 2019.


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