A Companhia Siderúrgica Nacional CSN vai aumentar o preço do aço de 10% a 15% a partir de 25 de março, anunciaram ontem diretores da empresa em teleconferência com analistas de mercado sobre o resultado do quarto trimestre. Conforme o diretor comercial da CSN, Luiz Martinez, existe hoje uma situação perfeita de oferta e demanda “para poder melhorar a rentabilidade do setor”, diante do preço do minério e dos contextos do mercado doméstico e nos Estados Unidos. 
“A capacidade de placas no mundo está ficando cada vez mais restrita”, afirmou o executivo. Neste ano a CSN fará uma parada no alto-forno 3 por 60 dias, tal como a concorrente Gerdau. 
A multinacional – com negócios em siderurgia, mineração, cimento, logística e energia – definiu para este exercício meta de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 7 bilhões ante R$ 5,8 bilhões em 2018. A meta considera uma alta no preço do minério de ferro. Há expectativa ainda de “arrecadar” R$ 3 bilhões com venda de ativos, alienação de ações e pré-pagamento de contrato de longo prazo, como o recém-anunciado com a Glencore. 
A venda da siderúrgica SWT, na Alemanha, está em negociação. “Existem propostas críveis, com financiamento assegurado já. Mas não temos prazo para conclusão e [mesmo] se vai acontecer”, afirmou Martinez. Já a da unidade de siderurgia Lusosider, em Portugal, não é considerada mais para esse exercício, devido a mudanças naquele mercado. 
Ao abrir a teleconferência, o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, afirmou que a empresa mantém o compromisso de terminar o ano de 2019 com a alavancagem – medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda – abaixo de 3 vezes. Isso será possível, afirmou o presidente, pela combinação de eventual nova operação de pré-pagamento, venda de ativos e melhora de resultado operacional. 
 “Acreditamos que 2019 será melhor que 2018, a gente vai certamente poder entregar para o mercado esse compromisso que assumimos”, disse Steinbruch. 
A alavancagem da CSN em dezembro de 2018 caiu para 4,55 vezes, ante 5,66 vezes no fim de 2017 e 4,93 vezes no terceiro trimestre do ano passado. Com a conclusão das negociações para o fornecimento de minério de ferro para a Glencore, a CSN crê que a alavancagem pro forma vá para 4,1 vezes. 
A operação com a Glencore envolve o pré-pagamento de US$ 500 milhões pelo fornecimento de 22 milhões de toneladas por cinco anos. A Glencore terá dois embarques por mês nesse período e pagará a CSN a preço de mercado. No entanto, a Glencore abaterá US$ 24 por tonelada do valor de embarques com o pré-pagamento. 


“A capacidade de placas no mundo está ficando cada vez mais restrita”, afirmou o executivo. Neste ano a CSN fará uma parada no alto-forno 3 por 60 dias, tal como a concorrente Gerdau. 
A multinacional – com negócios em siderurgia, mineração, cimento, logística e energia – definiu para este exercício meta de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 7 bilhões ante R$ 5,8 bilhões em 2018. A meta considera uma alta no preço do minério de ferro. Há expectativa ainda de “arrecadar” R$ 3 bilhões com venda de ativos, alienação de ações e pré-pagamento de contrato de longo prazo, como o recém-anunciado com a Glencore. 
A venda da siderúrgica SWT, na Alemanha, está em negociação. “Existem propostas críveis, com financiamento assegurado já. Mas não temos prazo para conclusão e [mesmo] se vai acontecer”, afirmou Martinez. Já a da unidade de siderurgia Lusosider, em Portugal, não é considerada mais para esse exercício, devido a mudanças naquele mercado. 
Ao abrir a teleconferência, o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, afirmou que a empresa mantém o compromisso de terminar o ano de 2019 com a alavancagem – medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda – abaixo de 3 vezes. Isso será possível, afirmou o presidente, pela combinação de eventual nova operação de pré-pagamento, venda de ativos e melhora de resultado operacional. 
 “Acreditamos que 2019 será melhor que 2018, a gente vai certamente poder entregar para o mercado esse compromisso que assumimos”, disse Steinbruch. 
A alavancagem da CSN em dezembro de 2018 caiu para 4,55 vezes, ante 5,66 vezes no fim de 2017 e 4,93 vezes no terceiro trimestre do ano passado. Com a conclusão das negociações para o fornecimento de minério de ferro para a Glencore, a CSN crê que a alavancagem pro forma vá para 4,1 vezes. 
A operação com a Glencore envolve o pré-pagamento de US$ 500 milhões pelo fornecimento de 22 milhões de toneladas por cinco anos. A Glencore terá dois embarques por mês nesse período e pagará a CSN a preço de mercado. No entanto, a Glencore abaterá US$ 24 por tonelada do valor de embarques com o pré-pagamento. 

A CSN teve lucro líquido no quarto trimestre de R$ 1,7 bilhão, alta de 370% sobre o mesmo período de 2017 provocada pelo reconhecimento de créditos fiscais no período, após o julgamento sobre a inclusão do ICMS na base de cálculos do PIS e da Cofins. No ano, o lucro acumulado cresceu 47 vezes, para R$ 5,2 bilhões. 
Questionado sobre a situação das barragens da empresa, o diretor de mineração, Eneas Diniz, afirmou que a CSN desembolsou, nos últimos cinco anos, R$ 600 milhões em medidas de segurança para cinco de suas sete barragens de rejeitos de minério de ferro. “As principais barragens contempladas são a de Casa de Pedra, as duas de Pires e a de Fernandinho. Nossa ideia é continuar nesse ritmo nos próximos quatro a cinco anos com orçamento por volta de R$ 400 milhões”, disse o executivo. 
Até o fim do ano, a mina Casa Pedra trabalhará com rejeito 100% a seco, garantiu Steinbruch. 

Fonte: INDA

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