O preço do aço, principal matéria-prima da indústria metalmecânica, preocupa empresários e lideranças do segmento na Serra. De março a dezembro, o valor do aço plano aumentou 56%, a despeito da queda no consumo. E não foi só: em janeiro, já houve acréscimo de outros 8,75% e a previsão é de novo salto em fevereiro, de 5% a 8%.

Com queda nas vendas, em função do mercado retraído, as empresas não têm condições de repassar esse reajuste aos seus produtos, pois o mercado não absorveria. Somente grandes grupos, que possuem consumo em larga escala, conseguem negociar valores mais em conta com as usinas.

Para resolver essa situação, que prejudica a competitividade da indústria pesada, o Simecs está articulando, junto ao deputado Mauro Pereira, uma audiência em Brasília com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira.Na pauta, a solicitação para zerar ou diminuir consideravelmente a taxa de importação do aço, cuja alíquota hoje é de 14% a 20%.

A ideia, expressa Getulio Fonseca, diretor do Simecs e da Fiergs, não é passar a importar a matéria-prima, mas diminuir a dependência extrema do mercado interno e ter poder de barganha para negociar preços mais competitivos.

– O preço é, sim, abusivo e sem justificativa. As empresas não conseguem repassar esse custo aos produtos. Agora que iríamos respirar, aumentando a produção progressivamente, esse reajuste é para matar. As empresas estão espremendo as margens e apenas sobrevivendo – desabafa Fonseca.

China, Turquia, Índia e países da Europa poderiam trazer concorrência benéfica ao setor. A saber: De todo o aço que vem ao Estado, 65% têm como destino Caxias do Sul. São 2,8 mil empresas que dependem do insumo. Por isso, não é de hoje que o aço é alvo de apreensão para a cadeia metalmecânica.
A acompanhar.

Fonte: Clic RBS

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