China exportou ao mundo 83,3 milhões de toneladas (Mt) de aço, dos quais 77,9 Mt correspondem à produtos laminados e 5,4 Mt à produtos derivados durante janeiro/setembro 2016, crescendo 3% com respeito à janeiro a setembro de 2015 (81,0 Mt).

Com esta tendência, China voltará a exportar acima dos 100 milhões de toneladas em 2016. Por sua parte, América Latina recebeu 5,7 milhões de toneladas (Mt) de aço chinês, dos quais 5,1 Mt correspondem a produtos laminados e 597 mil toneladas a produtos derivados- diminuindo 20% versus jan/set 2015 que registrou 7,1 Mt. Os principais destinos foram América Central com 1,4 Mt (15% mais que em jan/set 2015), Chile com 916 mil toneladas (10% menos) e Peru com 754 mil toneladas (5% mais).

Preço exportações chinesas para o mundo e América Latina — Entre jan/set 2016 China enviou um volume de aço (laminado + derivados) ao mundo que corresponde a um valor de US$ 35.917 milhões, ou seja, um valor médio de US$ 463 por tonelada caindo 16% versus jan/set 2015 quando registrou US$ 550 por tonelada (sem incluir América Latina). Enquanto a região re sulta num total de US$ 2.647 milhões, o que equivale a um preço médio de US$ 465 por tonelada, valor médio 1% superior ao do resto do mundo e 20% menor ao preço registrado durante jan/set 2015 com US$ 562 por tonelada.

Há vários destinos na região que enfrentam preços de importação significativamente mais baixos ao do resto do mundo. No gráfico 01 observa-se que entre os mais afetados estão América Central (que teve um preço médio de US$ 384 /t, 17% por baixo da média do resto do mundo), Peru (com um preço médio de US$ 413 /t, 11% menor), Colômbia (US$ 426, 8% menor) e República Dominicana (US$ 434, 6% menor a media do resto do mundo). Hoje há 36 ações vigentes na América latina contra a China.

Análise trimestral das exportações chinesas no gráfico 02 observa-se o movimento trimestral do volume e do preço do aço exportado desde a China para América Latina e o resto do mundo, desde o início do primeiro trimestre de 2014 até o terceiro trimestre de 2016. Observa-se que até o terceiro trimestre do ano, os preços médios das exportações chinesas para América Latina se enfraqueceram um 30% respeito do primeiro trimestre de 2014, enquanto que os que foram aplicados no resto do mundo foram 34%. Por sua parte, os volumes enviados por China para América Latina foram 13% maiores, enquanto que para o resto do mundo aumentaram 59%.

No gráfico 03 se apresenta a evolução do preço médio por trimestre que experimentaram as exportações de aço (laminado + derivados) desde China.

 Observa-se que durante o primeiro trimestre de 2016 se atingiu o valor mais baixo, enquanto que para os dois semestres seguintes houve uma recuperação dos preços médios em América Latina e no resto do mundo.

Aços planos para América Latina — Durante os primeiros nove meses de 2016, os pro dutos planos representaram o 50% das exportações de aço (laminado + derivado) desde a China para América Latina, com 2,8 Mt (24% menos que em jan/set 2015). O preço das importações de produtos planos chine ses para a região se realizou em um nível 3% inferior ao do resto do mundo; no entanto, seu valor diminui 16% com respeito a jan/set 2015, a mesma dimi- nuição que o valor enfrentado por parte do resto do mundo. Chile, América Central e Brasil, foram os três maiores importadores, recebendo volumes de 665 mil, 513 mil e 438 mil toneladas, respectivamente.

Estes três destinos registraram preços médios de 8%, 8% e 2% por baixo da média do resto do mundo, respectivamente. Enquanto que Argentina, Venezuela e México são os únicos destinos que enfrentam um valor mais alto que no resto do mundo.

Durante jan/set 2016, as folhas e bobinas de outros aços de liga (815 mil toneladas) e as zincadas a quente (716 mil toneladas) foram os principais produtos de aço plano que ingressaram na região, mostrando uma queda no volume importado de 40% e 16% com respeito ao mesmo período de 2015, respectivamente.

Produtos longos, tubos sem costura e derivados para América Latina — Entre jan/set 2016, as exportações de produtos longos para América Latina atingiram 2,0 milhões de toneladas, 35% dos aços (laminados + derivados) recebidos a partir do dito país. O preço médio dos produtos longos no período foi de US$ 348 por tonelada, 3% superior ao observado no resto do mundo e 27% abaixo do registrado em jan/set 2015 (US$478 por tonelada). América Central, o maior importador de aços longos (756 mil toneladas) registrou um preço médio de US$ 311 por tonelada, 8% mais baixo que para o resto do mundo e 17% inferior ao registrado em jan/set 2015 (US$375 por tonelada). As barras (1,1 Mt) registraram um aumento de 8% com respeito a jan/set 2015, enquanto que as importações chinesas de fio-maquina (682 mil toneladas) foram 29% menores.

Em jan/set 2016, os tubos sem costura representaram o 4,2% dos embarques de aço (laminados + derivados) provenientes da China que ingressaram na região com um volume de 241 mil toneladas (14% menor que no mesmo período de 2015). Seu preço médio para América Latina foi de US$ 787 por tonelada, 24% inferior ao observado no resto do mundo.

Por último, os produtos derivados atingiram uma participação de 10,5% no total das exportações de aço chinês entre jan/set 2016, com um volume de 597 mil toneladas (448 mil correspondem a tubos com costura e 149 mil toneladas a fi-maquina). Este volume foi 23% inferior ao recebido em jan/set 2015. América Latina continua sendo o principal destino no nível mundial para as exportações chinesas destes produtos. O preço médio dos produtos derivados foi de US$ 632 por tonelada, 20% inferior ao observado no resto do mundo e 15% abaixo do registrado em jan/set 2015 (US$ 747 por tonelada).

Perfil — Asociación Latinoamericana del Acero (Alacero) — é uma entidade civil sem fins lucrativos que reúne a cadeia de valor do aço da América Latina para fomentar os valores de integração regional, inovação tecnológica, excelência em recursos humanos, responsabilidade empresarial e sustentabilidade sócioambiental. fundada em 1959, é formada por 49 empresas de 12 países de América Latina, cuja produção é de aproximadamente 70 milhões anuais. Alacero é reconhecida como Organismo Consultor Especial para as Nações Unidas e como Organismo Internacional Não Governamental por parte do Governo da República do Chile, país sede da direção geral.

Fonte:INDA

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