As compras de aço pela rede de distribuição em agosto subiram 20,5% em relação ao mesmo mês de 2015, totalizando 264,6 mil toneladas, de acordo com dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). Em relação a julho, as compras avançaram de 18,2%. O volume inclui chapas grossas, laminados a quente, laminados a frio, chapas zincadas a quente, chapas eletrogalvanizadas, chapas pré-pintadas e galvalume.

Já as vendas de aços planos realizadas pela rede de distribuição alcançaram 253,1 mil toneladas no mês passado, o que significou uma queda de 0,5% ante agosto de 2015. Na comparação com julho, foi registrada uma alta de 0,9%.

Com esse desempenho, os estoques da rede de distribuição ficaram em 883,3 mil toneladas em agosto deste ano, o que representou um aumento de 1,3% na relação mensal. O giro dos estoques ficou em 3,5 meses em agosto, estável ante julho.
As importações da rede caíram 53,1% na relação anual, para 44,6 mil toneladas em agosto. Ante julho, por outro lado, as importações tiveram alta de 13,7%.

Para setembro, o Inda projeta que tanto as vendas quanto as compras mantenham-se estáveis.

Projeção – O Inda acredita que as compras e vendas da rede de distribuição devam fechar o ano de 2016 com uma queda de, no máximo, 5% em relação ao resultado verificado em 2015,

Segundo o executivo, no início do ano, o Inda projetava um recuo de 5% em relação ao ano anterior, mas após um resultado ruim no primeiro trimestre, a entidade chegou a cogitar uma queda próxima a 10%. No entanto, a recuperação verificada ao longo dos últimos meses tem afastado o cenário mais pessimista.

“Com essa recuperação que estamos tendo, não estamos mais caindo na margem”, disse Loureiro, durante coletiva de imprensa. “Vamos fechar o ano com uma queda de 5% ou um pouco menos, tanto nas compras quanto nas vendas”.

Para o presidente do Inda, a grande queda nas importações é um dos motivos que influenciou na melhora nas perspectivas. “Com a importação caindo, aumentamos nossa participação no consumo aparente. Vamos cair menos que o consumo aparente, que deve recuar mais de 10% ante 2015”, destacou.

2017 – Para o próximo ano, Loureiro afirma que o sucesso do programa de concessões representa o primeiro gatilho de melhora efetiva para o setor.

“Achamos que, eventualmente, poderemos ter uma melhora razoável a partir do segundo trimestre. Até lá, continuaremos nesse ritmo”, disse.

Segundo o executivo, o primeiro trimestre do ano que vem deve mostrar avanços em relação ao mesmo intervalo deste ano, mas isso será resultado da base de comparação fraca registrada entre janeiro e março de 2016. “Ao fazer comparações, teremos uma melhora, mas não será um grande avanço ante o terceiro trimestre desse ano, por exemplo.”

Carvão – A forte alta verificada nos preços globais do carvão deve fazer com que os preços internacionais do aço fiquem relativamente estáveis, afirmou o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro.

“Não vejo chance do preço chinês cair com o carvão nos atuais níveis”, disse Loureiro, durante entrevista coletiva à imprensa. “A China usa muito alto-forno.”

Segundo o executivo, o carvão chegou a ser negociado em patamares próximos de US$ 80 por tonelada no início do ano, chegando agora ao nível de US$ 214 por tonelada. “O carvão deu um susto em todo mundo, e esse é um dos fatores que vai segurar muito o preço internacional do aço.”

Fonte: Diário do Comércio(MG)

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preciso de ajuda? Converse conosco